Mais confusão do que esclarecimento

Meu nome é Herbert substitui a consistência pela leveza

TEXTO: Natália Silva

Um ambiente escuro, alguns abajures com iluminação laranja e três sofás te trazem todo conforto na espera de uma noite cultural. A recepção e socialização com outros espectadores, na entrada do Galpão da Associação Joinvilense de Teatro (Ajote) era algo que, de imediato, já trazia a expectativa do que estava por vir na sala em frente.

Duas portas pretas separavam o público do palco principal. Outra sala com pouca iluminação e aproximadamente 100 assentos à frente de um pequeno tablado com duas cadeiras ao centro, típicas de varanda, mostravam a futura posição dos artistas. Assim que alguns se acomodaram, as luzes ficaram mais tênues, dando a vez ao mestre de cerimônia, que, sem muito rodeio, anuncia o começo do espetáculo.

Inicia-se a peça. Meu nome é Herbert traz a história de um casal de idosos em uma conversa rotineira na varanda tentando relembrar os magníficos anos que passaram na juventude, juntos ou separados. Tentavam, porque no decorrer da peça, o público não demorou muito para perceber que tudo dito pelo casal não trazia muita consistência.

Espetáculo de poucas risadas, mas leve, descontraído, completa uma noite de terça-feira, após um dia de trabalho. Não espere entendê-lo. Explicações não são características da apresentação. No fim, é perceptível que é mais confusa do que esclarecedora.

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